SIMED-TO

Ato médico revela más condições de trabalho nos hospitais públicos

01/02/2016 01/02/2016 19:13 682 visualizações
[caption id="attachment_1894" align="aligncenter" width="780"] Médicos que atuam no Hospital Geral de Palmas no primeiro dia da paralisação de advertência[/caption]

No primeiro dia da paralisação de advertência dos médicos que atuam nos hospitais públicos do Tocantins as más condições de trabalho se sobressaíram. No principal hospital público do Estado, o Hospital Geral de Palmas, o destaque foi para a falta de medicamentos e material básico para atendimento e a má qualidade da alimentação servida aos pacientes, acompanhantes e servidores. No almoço, o prato servido era um composto de caldo de feijão e macarrão.

Em relação aos medicamentos em falta, o setor de oncologia do Hospital Regional de Gurupi não continha morfina (remédio primordial para aliviar a dor em pacientes com câncer).

O posto do HGP listou a falta de gaze, esparadrapo, espátula além de outros materiais curativos para as salas amarela e vermelha do hospital. Também foi constatada que o sistema a vácuo da UCI (Unidade de Cuidados Intensivos) não funciona e há apenas um aspirador portátil para atendimento de 18 pacientes. [caption id="attachment_1895" align="alignleft" width="167"] Lista de remédios em falta na UTI do Hospital Regional de Gurupi[/caption]

A quantidade de alguns equipamentos também não atende às resoluções do Conselho Federal de Medicina (CFM), de um por sala, e estão sucateados, como monitores, capnógrafos (aparelhos para oxigenar pacientes da UTI) e transdutores de pressão invasiva.

“Esse cenário encontrado nos hospitais comprova que não é por falta de médicos que o atendimento ao paciente no Tocantins é precário, mas pela falta de compromisso do governo estadual em fornecer as condições mínimas necessárias”, afirma a presidente do SIMED-TO, Janice Painkow.

“Por várias vezes acionamos os órgãos fiscalizadores e de controle e já informamos o próprio governo estadual sobre essa precariedade nos hospitais, mas o governo não faz da solução para esses problemas sua prioridade de gestão”, completa a presidente. “Ao contrário, além de tentar transferir a culpa de sua incompetência para os médicos e servidores, chegou ao ponto de instituir o calote aos direitos dos servidores e de negligenciar seu dever como ente público como seu “modelo de gestão””, critica Janice Painkow.

Paralisação

A presidente do SIMED-TO estima que mil médicos estão atuando na paralisação que se estenderá até as 19 horas do dia 3 de fevereiro. A paralisação parcial de advertência suspende os atendimentos em ambulatório e os procedimentos eletivos, mantendo-se apenas os atendimentos em urgência, emergência e pacientes internados nas unidades hospitalares.

As más condições de trabalho nos hospitais e o calote instituído pela gestão estadual que não paga direitos dos servidores, como progressões funcionais, insalubridade, produtividade e adicional noturno embasam as decisões dos médicos pela paralisação.

listaremedio1 listaremedio2

Membros do Sindicato dos Médicos do Tocantins participam de congresso nacional sobre desafios da mulher médica

Evento que marca os 10 anos da FMB reunirá lideranças da categoria entre 12 e 13 de março em Maceió


EDITAL DE CONVOCAÇÃO ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA – MÉDICOS EMPREGADOS DA EBSERH

Assembleia Geral Extraordinária será na terça-feira, 24 de fevereiro, às 19h, em formato vi rtual na plataforma Zoom