SIMED-TO

Na Justiça, SIMED-TO reestabelece salário de médicos em Dianópolis

25/04/2016 25/04/2016 18:18 663 visualizações

Os médicos efetivos do município de Dianópolis terão seus vencimentos reestabelecidos na integralidade. A decisão é do juiz Jossanner Nery Nogueira Luna que julgou procedente uma ação do Sindicato dos Médicos no Estado do Tocantins (SIMED-TO) e condenou o município a reestabelecer os salários que vinham sido reduzidos desde 2014. O juiz também determinou o pagamento da diferença entre o valor pago e o valor efetivamente devido.

Na ação, o Sindicato dos Médicos questionou o Município de Dianópolis por ter reduzido os salários dos médicos de R$ 12 mil para R$ 8,4 mil e implementado uma gratificação de R$ 4 mil, configurando a redução do salário-base do servidor.  O município alegou em sua defesa que não teria havido redução, mas apenas um erro no sistema d de informação quando houve troca de sistema.

Para o juiz, a afirmação de que houve falha no sistema é frágil para justificar o prejuízo aos médicos, uma vez que ficou claro que houve redução e oscilação salarial, conforme demonstrou o sindicato. "A redução salarial e a oscilação são tidas como ilegais, infringe o direito constitucional do direito adquirido e o princípio da irredutibilidade salarial", escreve o magistrado na sentença.

Para a presidente do SIMED-TO, a decisão corrige o erro da gestão municipal que trouxe prejuízo aos servidores. A presidente lembra que o setor jurídico da entidade tem agido com eficácia ao questionar judicialmente os gestores, sempre que o fato gerador exija a judicialização. “Quando se esgotam as possibilidades de solução administrativa o SIMED-TO não se furta de judicializar as demandas dos filiados e, esta, assim como outras vitórias judiciais, mostram que a entidade vem cumprindo seu papel de defesa dos interesses dos médicos e do atendimento eficaz ao cidadão”.

“O médico se dedica a uma atividade essencial para a vida de qualquer cidadão e faz jus à remuneração condizente com a complexidade de sua atuação e, se reduzidos seus vencimentos, está configurado um desrespeito à Constituição”, completa Janice.

A sentença do juiz ressalta ainda que, garantido o salário base de R$ 12 mil, a gratificação de 50% atualmente discriminada nos comprovantes de pagamento dos médicos, quando o salário é de R$ 8 mil, "ficará automaticamente incorporada ao salário base correto e já majorada".

Leia a sentença na íntegra: Sentença Dianopolis

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