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Na Guatemala: Colégio de Médicos e Cirurgiões divulga carta sobre colapso na saúde

17/05/2016 17/05/2016 15:15 606 visualizações
036-guatemala O Colégio de Médicos e Cirurgiões da Guatemala divulgou uma carta aberta à população em que denuncia que a falta de recursos públicos que deveriam ser garantidos pelo Ministério da Saúde e Assistência Social daquele país acabaram e com isso, o serviço de atenção à saúde está colapsado. No documento, consta que faltam medicamentos e também vários suprimentos para a realização de cirurgias e que os serviços emergenciais estão na iminência de serem interrompidos “o que coloca em risco vidas e a continuidade do tratamento de pacientes”. O documento clama ao presidente Jimmy Morales, que assumiu o cargo em janeiro de 2016, e também aos líderes políticos e aos representantes do Ministério Público, que intervenham imediatamente na solução do problema, deixando de lado quaisquer divergências políticas e interesses pessoais de “modo a garantir o adequado serviço de saúde ao povo da Guatemala”. O documento conclui pedindo que sejam encerradas as perseguições contra os gestores da saúde. O Colégio de Médicos acredita que ao denunciar, eles apresentam o problema e estão longe de serem os responsáveis pela crise, “mas são os responsáveis por ainda conseguirem manter aberto os serviços de saúde mesmo sem condições adequadas de atendimento”. Para o presidente da Federação Médica Brasileira (FMB), Waldir Araújo Cardoso, a situação da Guatemala não está distante de outros países da América Latina. “Para resolver o problema da saúde é necessário repensar e reprojetar radicalmente as formas de gestão que atualmente mostram-se ineficazes. É um caminho difícil, mas que bem trilhado, gerará resultados muito positivos para o sistema de saúde. É lamentável esse caos descrito pelos colegas médicos da Guatemala e a FMB, como a entidade que representa mais de 200 mil médicos no Brasil, é solidária e está a postos para contribuir no que for possível”, destaca. Breve resumo A Guatemala é um país da América Central, com população acima de 14,6 milhões de habitantes e renda per capita pouco maior que US$ 4,3, menos da metade da renda per capita do Brasil. É a principal economia da América Central, mas enfrenta problemas gravíssimos de falta de investimentos em infraestrutura na saúde e na educação. 50% da população infantil sofre com desnutrição, situação que tenta ser superada desde que cessada a sangrenta guerra civil verificada entre 1960 a 1996. Hoje, o atual presidente, um líder que chegou ao governo por seu carisma de ator e por pertencer a um dos principais grupos de humor do país, busca combater a corrupção e a violência associada às gangues e ao tráfico de drogas. Em abril de 2015, a Guatemala entrou em severa crise após a descoberta de uma fraude milionária no sistema nacional alfandegário. Veja na íntegra: GUATEMALA-3 Fonte: Imprensa FMB (Federação Médica Brasileira)

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