O Sindicato dos Médicos no Estado do Tocantins (SIMED-TO) participou, nesta terça-feira (18), de audiência extrajudicial realizada pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO) para discutir o concurso público da Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO). A entidade voltou a defender a inclusão de especialidades médicas que ficaram de fora do edital e cobrou providências diante das necessidades da rede estadual.
A audiência foi realizada no âmbito do procedimento administrativo instaurado pelo MPTO para acompanhar e fiscalizar o concurso regido pelo Edital nº 001/2026 – SECAD/SES/TO. Participaram do encontro o presidente do SIMED-TO, Dr. Reginaldo Abdalla Rosa; a promotora de Justiça do MPTO, Dra. Araína Cesárea Ferreira dos Santos D'Alessandro; o secretário de Estado da Saúde, Carlos Felinto Júnior; o secretário de Estado da Administração, Paulo César Benfica Filho; o presidente da Comissão do Concurso, Robson José da Silva; além de representantes do Conselho Estadual de Saúde, do Sindicato dos Enfermeiros e da Sociedade Tocantinense de Pediatria.
Durante a audiência, o SIMED-TO reafirmou as demandas da categoria médica e destacou a necessidade de profissionais em áreas fundamentais para o funcionamento da rede pública. Entre as especialidades apresentadas pelo sindicato estão cirurgia do aparelho digestivo, hansenologia, nefrologia, pneumologia e pneumologia pediátrica; endoscopia respiratória; dermatologia; hematologia; endoscopia ginecológica e ultrassonografia em ginecologia e obstetrícia; reumatologia; oncologia clínica e neurologia clínica; genética médica; gastroenterologia pediátrica, infectologia pediátrica e cardiologia pediátrica.
A discussão deu continuidade à impugnação apresentada pelo sindicato no início de agosto, quando a entidade apontou a ausência de 14 áreas médicas no edital e solicitou a inclusão das especialidades e das respectivas vagas. Na ocasião, o SIMED-TO também destacou que muitos desses serviços já são realizados na rede estadual por profissionais contratados temporariamente, evidenciando a existência de uma necessidade permanente de atendimento.
A gestão estadual reconheceu a existência de gargalos importantes na assistência e informou que já iniciou estudos para fundamentar medidas destinadas a suprir deficiências que não puderam ser contempladas integralmente no concurso atual.
Grupo de trabalho deverá estudar especialidades não contempladas
Como encaminhamento da audiência, ficou deliberada a formação de um grupo de trabalho para realizar estudo técnico sobre as especialidades não contempladas no concurso e apresentar relatório à 27ª Promotoria de Justiça no prazo de 45 dias.
Entre os encaminhamentos está a priorização das especialidades médicas consideradas mais críticas, de modo a subsidiar as próximas medidas sem prejudicar o andamento do concurso atual.
Para o SIMED-TO, o encaminhamento representa a continuidade da discussão sobre a necessidade de adequação do quadro médico da rede estadual.






